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Auto cura por meio da ressignificação

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Muito se fala em ressignificar os problemas em busca de qualidade de vida. Mas o que é isso? Quais técnicas podem ser empregadas de maneira a auxiliar a pessoa que busca esse autoconhecimento visando mais qualidade de vida? Quem pode se beneficiar? Como são empregadas estas técnicas? Quais os significados das dores ou doenças na vida de cada pessoa? No intuito de elucidar e proporcionar ferramentas para a autoconsciência, a Folha da Regiãoentrevistou o fisioterapeuta Rodrigo Kim, de Araçatuba, que trabalha diversas técnicas, dentre elas a microfisioterapia, constelação, medicina germânica, para auxiliar aqueles que buscam respostas para diversas perguntas.

Como funciona esse tratamento para estimular a autocura?

Por meio da microfisioterapia e de diversos outros tratamentos é feita uma ressignificação do corpo, soltando aquela região que está tensa. A osteopatia também funciona dessa forma. As técnicas emocionais, como a constelação, vão tentar ressignificar com os seus princípios, suas metodologias. O que a pessoa precisa para se equilibrar ou se resolver, é ressignificar.

Quando é hora da pessoa procurar estes tratamentos?

Quando ela se sente, de alguma forma, impossibilitada de avançar em algo. Por exemplo, estou com dor na coluna, já tomei remédio e fiz outras formas de tratamento que não deram certo, então, é preciso um olhar mais amplo. Seria um problema sistêmico? De família? Um osso que está fora do lugar e precisa ser recolocado? Sempre quando a pessoa está nesse embate de não está avançando é preciso olhar de outra maneira.

Numa maneira prática, tenho uma dor nas costas que não some, já foram feitos todos os tratamentos. Qual o significado disto dentro da visão sistêmica?

É possível que tenha vivido determinados tipos de stress que vão gerar uma tensão na região. Se for na lombar, vai causar esta dor. Existe a medicina germânica, que é uma técnica de ressignificação, que dá outra explicação. Se a pessoa se sentir muito autodesvalorizada, ou tiver problemas de relacionamento, já tem um sentido biológico, e sofrerá alterações na região da lombar. Tem-se um significado para o problema. A microfisioterapia é muito importante para encontrar situações que foram traumáticas para o corpo ou para o lado emocional, mas que afetaram o corpo. Existem outras técnicas que dão, no caso a medicina germânica, um sentido biológico para aquilo que a pessoa está sentindo. Tem um porquê de ser ali. Se há um stress emocional, por que um tem rinite e o outro tem dor no estômago, sendo que o stress foi igual para os dois. O que essa técnica fala é que tudo depende da sua percepção na hora do evento. Se você tiver uma percepção que altera o sistema nervoso do estômago, vai doer o estômago. Se tiver sentir algo que altera a percepção do nariz, virá uma rinite.

De que técnicas hoje se pode lançar mão para encontrar a causa desses problemas?

Eu tenho um workshop onde eu ensino ferramentas de transformação. O ideal para uma pessoa conseguir modificar um sintoma ou uma dificuldade é, em primeiro lugar, ela querer se curar. Porque quando a gente realmente quer, não importa a barreira que terá que ser transposta. Você quer tirar a sua dor, mas se isso for um problema com o seu pai que você não quer resolver, essa dor não vai melhorar. O passo seguinte é sempre tentar equilibrar o sistema nervoso, que é o controla o nosso corpo. Uma das formas mais simples, é a respiração. Fazer técnicas de respiração lenta ou ioga são formas utilizadas para que se consiga ficar mais lento, não ficar tão ansioso ou agitado. Utilizar técnicas de terapia manual, osteopatia, quiropraxia, vai ter o efeito fisiológico de soltar os pontos de tensão, mas também vai gerar equilíbrio no sistema nervoso autônomo que é o primeiro a se alterar quando se vive um stress físico ou emocional. Isso é fisiológico, independente de algum sentimento. Ele se altera, justamente, para modificar os órgãos. Quando se passa uma situação de medo, por exemplo, o coração e a respiração aceleram e quem faz isso é o sistema nervoso autônomo. Mesmo que não consiga identificar a causa do seu problema, mas se trabalhar esse equilíbrio, é possível ter uma melhora.

Falando um pouco das doenças crônicas como enxaqueca, tensão, fibromialgia, depressão, pânico, existe algum sinal que possa indicar que alguém tem determinada doença?

Sempre vai começar com a pessoa remoendo pensamentos. Quando você vive uma situação na sua vida, que você começa a remoer muito sobre aquilo, mesmo que não te dê sentimento nenhum na hora, já é um conflito que vai lhe trazer algo. Porque não necessariamente nós temos sintomas durante o stress. Depois do stress é que vem a inflamação, a tendinite, a bursite, a dor, a infecção, tanto é que a maioria dos medicamentos é à base de corticoide, cortisona, cortisol, que são os hormônios do stress. Muita gente fica doente e não entende o porquê. “Estava no melhor momento da minha vida, estava superfeliz”. Mas e antes desse melhor momento? Pode ser um mês, três meses, um ano, dois anos, como foi? Muito estressante e agora isso passou? Então, se agora isso passou, você vai ficar doente. Mas eu falo que o primeiro sinal, é remoer o pensamento. Se eu vivo um problema hoje e começo a remoer esse pensamento daqui para frente, independentemente do tempo, eu estou começando a olhar para este conflito.

O que seria a obesidade sob essa visão?

Pela visão sistêmica, geralmente a obesidade está ligada a uma falta, quando a pessoa sente a falta do pai, ou da mãe, ou não aceita como os pais são, ou se ela estiver vinculada a uma pessoa que teve dificuldades nesse sentido com a família, ela pode ter a necessidade de comer para preencher esta falta. Tem o sentido biológico em que as pessoas que engordam muito repentinamente, são pessoas que se sentem isoladas, sozinhas, com sentimento de abandono, mas, ao mesmo tempo, com necessidade de se impor na vida. Pense que na natureza não tem estética. Quanto maior eu sou, mais consigo me impor. Então aquela pessoa que sofreu ou sofre muita imposição, a tendência é engordar. Existem esses processos emocionais que causam aumento de peso ou dificuldade de emagrecer. A pessoa faz dieta, faz atividade física, mas não perde peso porque, biologicamente, para aquele corpo, é preciso ter este peso, devido a um stress, por exemplo.

E no caso da depressão?

Na visão sistêmica é você não tomar os pais. Tomar é incondicionalmente. “Eu aceito meus pais”. Quando isso acontece, eu sigo minha vida. Quando não tomo meus pais, há sempre uma falta, um buraco e eu não consigo avançar na vida. Na visão biológica é você perder o seu território. Um tem muito a ver com o outro. Pense como um bebê, o que é o território? O pai, a mãe, a casa… Se vivo uma situação de perda de território – perdi minha mãe, não posso ir até minha mãe porque estou internado, ou meu pai viaja demais, não tenho acesso a ele; mais adolescente, adulto, perdi meu relacionamento, perdi meu trabalho, ou não tenho lugar na minha família porque as minhas atitudes não condizem com as deles. Quando a gente perde o território, a tendência é a depressão. Sempre temos duas reações, lutar ou fugir. Quando a pessoa perde o território, ou ela não consegue conquistar esse território, a tendência é fazer a reação do evitar, que seria a depressão, estado de angústia, não querer sair de casa, não querer fazer nada.

E as doenças autoimunes?

Se eu tenho um problema autoimune, onde ele está desencadeando? Uma rinite, no intestino, no estômago, na pele. Toda doença autoimune sabe-se que ou é por intoxicação ou emocional. Geralmente, 90% emocional. Por isso, tem relação com um órgão específico e não que seja um problema que gera uma doença autoimune. A gente sempre estuda o órgão: como eu poderia afetar aquele órgão com o meu stress?

Seria possível, então, chegar a uma cura ao ponto de parar um remédio de uso contínuo?

Sim. Vamos dar o exemplo da artrite, tudo o que é “ite” é fase pós-conflito. Quando você começou a ter os seus sintomas? Exemplo, 10 anos atrás. Será que você não vem revivendo constantemente esse mesmo stress e por isso você não consegue entrar em equilíbrio? Você passou por uma fase de stress muito grande, resolveu, mas constantemente revive este stress. Então, seu sistema nervoso também não regula. Daí vêm as doenças crônicas, nesse caso, a artrite reumatoide. É preciso ver em qual articulação ela está se manifestando. Nas mãos, nos pés, nos joelhos? No caso das mãos, simbolicamente, querer afastar ou trazer para perto. Mas também pode ser que tenha havido um stress muito grande digitando, me sentia muito desvalorizado no trabalho, pela minha família. Depois isso passou, veio a inflamação. Mas passei a reviver isso constantemente em outro serviço, por exemplo, daí a artrite reumatoide.

E as crianças, como elas podem se beneficiar destes tratamentos?

As crianças de 0 a 6 anos funcionam em uma frequência cerebral que é altamente programável. Ela é mais inconsciente do que consciente. Por isso, se você pedir para uma criança de 3 anos atravessar a rua sem olhar, ela vai. Se pedir para um adulto, ele tem a consciência e a autoconsciência para julgar se é viável de ser feito ou não. A criança não, então é pior. A criança de 0 a 6 anos é muito influenciada pelo que está acontecendo no ambiente. É a fase em que o cérebro está aprendendo a lidar com as coisas. Ela sente o pai, sente a mãe, sente a cuidadora, a professora na escola e pode ficar doente, não por ela, mas pelos outros. Uma criança não vive um stress, a não ser que seja algo externo. Ou pais agressivos, viver situações de separação, tudo isso, influencia muito mais as crianças dos que os adultos. O adulto pode olhar para um problema e ter a capacidade de escolher. “Não vou me envolver nisso”. A criança, se vir a mãe sofrendo, ela sofre junto, vai ficar doente.

Quais os sinais que as crianças dão dessa captação nociva?

Alterações no comportamento, febre, doenças repetitivas, dificuldade alimentar. São patologias que sempre são tratadas mas nada resolve. Quando eu recebo uma criança, sempre tento entender a vida dos pais, o que estão passando, como foi a gestação, o que houve de stress e se ele tem relação com os sintomas que a criança apresenta. Vamos supor que a criança tem 6 anos e sente dor nos braços. Se ela viveu uma situação onde o pai ou a mãe se separaram, ela sentia falta de unir a família, ela vai ter alteração nos braços. Mas foi um conflito que os pais vivenciaram e ela não conseguiu lidar. Eu sempre tenho que trabalhar com os pais para que possam ajudar esta criança.

Muitas crianças têm dor do crescimento. Como diferenciar estas dores?

É bem difícil. É preciso realizar uma avaliação minuciosa porque não é possível dizer que tais sintomas são relativos à dor do crescimento e outros são relativos ao stress emocional. É preciso avaliar caso a caso.

Existe idade ideal para se fazer esse tratamento?

Trabalho com recém-nascidos, grávidas e idosos. O que se tem é precaução. Para lidar com uma pessoa que está sob muito stress, o trabalho será conduzido aos poucos, porque, se a pessoa estiver muito estressada, ela pode ficar doente. O tratamento é sempre conduzido com base no equilíbrio. Embora o tratamento seja muito individualizado, quanto mais a pessoa se observa e busca informações, mais ela consegue buscar tratamentos alternativos. O que se percebe nas pessoas que não buscam terapias alternativas é que elas não acreditam que funcione, mas elas não estão embasadas, não estudaram. Quanto mais a pessoa estudar, maior a possibilidade dela se curar. Tem-se que pensar que os sintomas são sempre um alerta. Quanto mais as pessoas se conhecerem, mais elas vão se autocurar.

No caso das mulheres que estão deixando para ter filhos mais tarde e acabam tendo dificuldade de concepção, há tratamento alternativo?

Sim, existem alterações mecânicas que impedem, como um quadril, um sacro, uma vértebra, uma víscera que está em posição desfavorável em relação a isso ou gerando estímulo no sistema nervoso, trabalha-se com técnicas manuais para soltar essa região. Mas a mulher sofre muito com a dificuldade territorial. Vamos pensar que na natureza, basicamente todos os seres vivos, para se reproduzirem, primeiro lutam e conquistam o território. Hoje, a mulher está além do que se chama território feminino, que é a casa. Ela está buscando território, trabalhando fora, está lutando por novos territórios. E sempre que isso acontece, há dificuldade na nidação, que é o acoplamento do óvulo fecundado ao útero. Essas são aquelas mulheres que têm todos os exames normais, o marido está normal e não conseguem engravidar. Isso ocorre, muitas vezes, devido a esse stress de perda ou conquista de território. São mulheres que estão muito mais preocupadas com essa parte profissional, ou precisam defender o território, o espaço, a família. Este tipo de stress gera alteração neste processo, segundo a visão biológica. O trabalho é feito trazendo os problemas à consciência da pessoa e tentando a ressignificação para que seja possível aliviar o stress e engravidar.

E a ansiedade?

Ansiedade tem diversas formas. Há pessoas ansiosas que são muito agitadas, há aquelas que premeditam as coisas, tem aquelas que não querem errar. É um termo muito generalizado. Se há medo de errar, pode vir a ansiedade antes de um evento, uma prova, uma apresentação porque não quer frustrar os pais, que não aceitam o erro. Uma pessoa que foi muito castigada, muito presa na infância, não vai conseguir ficar parada porque o cérebro dela vai entender que ficar parado é castigo. Há pessoas que sempre querem fazer tudo depressa porque, em determinada situação, não conseguiram agir rápido.

Quais os problemas mais comuns em seu consultório?

Dores cervicais e lombares, depressão, ansiedade, irritabilidade, agressividade.

Quantas sessões são necessárias?

A média é de duas a três sessões. Mas depende de como a pessoa lidará com essa dificuldade porque ela terá que ressignificar. Então, pode haver necessidade de um tratamento um pouco mais prolongado. As sessões podem acontecer, se for emocional, a cada 30 dias. Se for físico, a cada 15 dias.

 

http://www.folhadaregiao.com.br/2019/04/01/autocura-por-meio-da-ressignificacao

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